sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Queens Of The Stone Age - No One Knows



We get some rules to follow
That and this
These and those
No one knows

We get these pills to swallow
How they stick
In your throat
Tastes like gold

Oh, what you do to me
No one knows

And I realize you’re mine
Indeed a fool am I
And I realize you’re mine
Indeed a fool am I
Ahh

I journey through the desert
Of the mind
With no hope
I found low

I drift along the ocean
Dead lifeboats in the sun
And come undone

Pleasently caving in
I come undone

And I realize you’re mine
Indeed a fool am I
And I realize you’re mine
Indeed a fool am I
Ahhh

Heaven smiles above me
What a gift there below
But no one knows

A gift that you give to me
No one knows

Abraço.

Ondjaki - Quantas Madrugadas Tem a Noite



Quantas madrugadas tem a noite?



É este o mote que dá inicio a uma narrativa brutal, crua, limpa e clara de uma Angola do povo, de uma Luanda dos subúrbios, de uma Angola descrente do poder, de um povo que vive o seu dia-a-dia.

É um retrato interessante dum povo e das suas relações, das suas preocupações, dos seus objectivos, das suas histórias e das suas confidências.

É um livro com bastante interesse que nos leva numa viagem escura e brutal na vida de diversas personagens que se encontram bem intrincadas umas nas outras. Cada um contribui de forma expressiva para o desenrolar da acção central, a história de um homem que numa noite de "birras" e "ngalas" conta a vida (ou morte) de AdolfoDido que vai e regressa deste mundo terreno enquanto à sua volta "como abelhas" as personagens vão vivendo de forma intensa as suas relações e consequências dos seus actos.

Pequenos detalhes que levam à construção de um bom livro e de uma história que nos "agarra" do inicio ao fim, através de uma narrativa esplêndida e de um português "mal-tratado" mas que expressa a verdadeira essência do contexto onde a história se desenrola.

De notar também as referências a Portugal e à Europa de onde saímos com a imagem de um povo desconfiado do que é novo e diferente. Sem dúvidas...

Recomendo vivamente este livro e procuro agora ler mais deste autor que me fascinou e me prendeu numa história com voltas e contra-voltas de uma Angola que um dia desejo conhecer...

Abraço.

P.S. O primeiro livro de um autor africano que li surpreendeu-me e faz-me agora olhar com outra perspectiva para a produção literária africana.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ai a justiça democrática...

Anastácio sabe bem o que é a justiça...

Nasceu e desde o primeiro momento se sentiu injustiçado...

O seu próprio nome o condenou a toda uma vida de escárnio e sorriso malvado para com a sua pessoa...

Não tentem explicar a este homem a importância da justiça na democracia...ele sabe bem o que é a injustiça e do mais profundo do seu ser sempre lutou pela justiça em democracia!

Porque um nome tudo pode mudar e tudo por determinar!

Anastácios do mundo estou com vocês pela justiça e pela democracia!

Passeatas

Basílio andava por aí...

Não tem emprego, não tem mulher, não tem nada...

Não tem vida, não tem amor, não tem calor...

Basílio encontra-se no fundo de uma escada, para não usar a tão famosa expressão "poço"...

Basílio perde-se nos corredores sem fim da vida, como se se tivesse perdido no Hospital Santa Maria, ou nas intrincadas linhas de Metro de Paris...

Perde-se de di proprio e de tudo o que lhe era próximo...partiu sem saber...sem saber que tinha partido...viajar sem viajar é algo de estranho, mas, no seu interior, Basílio sentia-se precisamente dessa maneira...viaja por um mundo que não era seu...mas que nele vivia...

Triste Basílio...vive no mundo actual e não saber...

Quase como todos nós...andamos por aqui sem sabermos bem o que fazemos...

Entregamo-nos às tristes sevícias da vida, agarrados que nem lapas, cola UHU ou talvez Super, acreditando firmemente até ao nosso último suspiro, que viver é precisamente isso...

Mas viver é mais que isso...viver é andar por aí...por esse mundo louco e alucinado, sedento de ti e de quem tu és...um mundo que te consome sem saberes que és consumido...seres comido sem saberes que te comem...lá se perde a famosa "comer sem saber que se come"...

E assim andava Basílio, perdido de si, perdido de todos, perdido do mundo, mas continuando dolorosamente nesta vida de cão...

Hurts

São uma nova banda, mas sem dúvida, são como uma lufada de ar fresco na produção de nova música.

Aqui deixo um dos sons que mais me tem fascinado:



Abraço

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Final no Iraque

Foi no dia 2 de Agosto deste mês que Barack Obama confirmou a retirada total das tropas de combate do Iraque até ao final do mesmo mês. Com esta afirmação Barack Obama demonstrou vontade em cumprir umas das suas maiores promessas eleitorais.

Assim, até dia 31 de Agosto todas as unidades militares de combate irão realizar a sua saída do Iraque, permanecendo apenas 50 mil unidades de apoio às forças militares e policiais iraquianas. Estas unidades irão prestar apoio na formação das novas forças iraquianas e a proceder à transferência dessas mesmas forças para as suas bases militares ocupadas anteriormente pelos soldados americanos.

Obama garantiu também que essas restantes unidades desmobilizarão até ao final de 2011.

Hoje é um dia histórico ao verificar-se que a última unidade militar norte-americana saí do Iraque, dando assim por fim a uma guerra que durou tempo demais, matou gente demais e gastou recursos demais. As suas causas tornam-se até irrelevantes perante todas as consequências que esta intervenção militar teve em todas as partes. A guerra nunca é de louvar e acredito que mais uma vez os norte-americanos irão aprender com esta lição. Mas como sabemos, ao longo do último século, os mesmos demonstraram não aprender muito com as repetidas e fracassadas acções militares internacionais.

A pergunta fica no ar: Valeu a pena?

A resposta fica ao critério de cada um.

Mas talvez os ganhos económicos e financeiros de alguns (muito poucos) tenham realmente valido a pena, pois a guerra não é mais do que uma geradora enorme de sofrimento e riqueza. Conseguiram assegurar o fornecimento de petróleo fresquinho a um preço irrisório, conseguiram destruir um país e voltar a reconstruí-lo com as suas próprias empresas. Conseguiram implantar mais uma "democracia". Realmente, a máquina de guerra está bem montada e oleada, e, acredito, que cada vez mais as guerras não se vencem derrotando os homens do outro lado da trincheira, mas sim, derrotando o povo e subjugando-o às nossas necessidades, condenando-o ainda mais à pobreza e ao abandono, extraíndo do mesmo tudo o que necessitamos para nos mantermos de pé.

Isto não deveria ser assim...

Que o mundo viva em paz e que o dialogo seja a nossa melhor arma!

Notícias:

1- http://www.tvi24.iol.pt/internacional/iraque-tvi24-obama-guerra/1182049-4073.html

2- http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1644336&seccao=M%E9dio%20Oriente

Abraço

Crazy Train...

Encontramo-nos em 1980 quando, do génio de Ozzy Osbourne, Randy Rhoads e Bob Daisley surge um dos maiores sucessos de sempre de heavy metal e rock clássico, que se dá pelo nome de "Crazy Train".

Este som carregado de riffs fantásticos e da voz inconfundível de Ozzy Osbourne, foi o primeiro single do mesmo após a sua saída dos Black Sabbath.

Deixo-vos aqui este som fantástico com uma letra carregada de significado.



Enjoy!

Abraço

Vontade...

Hoje apeteceu-me escrever...

Posso afirmar que é um daqueles dias em que sinto uma pressão no peito, uma força incrível e inacreditável que força a minha mente a trabalhar no sentido de produzir algo...

O grande problema da minha mente são os constantes soluços...

Quero produzir, mostrar, descrever, explorar, abrir...

Mas tudo fica e nada se mostra...tento, procuro mas nada se produz...a vontade fica...e a frustração também...

Pode ser que outro dia com uma vontade destas algo de mágico se forme e transforme alguma coisa...

Abraço

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010

Entrámos em 2010...

Um novo ano uma nova esperança...

Espero deste 2010 um ano recheado de bons momentos, de luta, de vivências, de experiências, de crescimento, de amadurecimento...

Espero deste 2010 um ano de boas pessoas, de desenvolvimento económico, de criação de riqueza distribuida por todos igualmente, de criação de empregos, de maior justiça no nosso sistema judicial, de melhores resultados na educação e no investimento feito na mesma...

Espero que este 2010 seja um ano de mudanças, de viragem...sem medo de enfrentar os desafios, temos de nos preparar para o que se avizinha...e se dizer mal não é difícil, então partiremos para o fazer bem...esse sim difícil, mas não impossível...vamos lutar por uma vida justa, equilibrada, em partilha com os outros...vamos fazer os possíveis para que todos tenham acesso ao mesmo, para que se acabem os compadrios e as "amigalhagens"..."porreiro este 2010, pá"...

Espero sinceramente que este 2010 traga uma lufada de ar fresco a todos nós, que consigamos lutar em conjunto para o re-erguer das nossas vidas e para um país e mundo mais justo e mais igual para todos...

Bom 2010!

Abraço

De volta...

Senti esta necessidade de voltar a escrever num blogue enquanto me encontro no estrangeiro...já me encontro fora de Portugal vai fazer 1 mês e durante todo este tempo tenho acompanhado sempre que posso as notícias do meu país...

Além das notícias expressas nos jornais, tenho acompanhado também diversos blogues portugueses, que me têm surpreendido bastante...

A blogosfera portuguesa encontra-se carregada de bons valores, com opiniões bem estruturadas e fundamentadas, baseadas na realidade dos factos e nos dados da evidência...

É com grande satisfação que leio diversos blogues que me permitem abrir os meus horizontes e conhecer alguns lados da batalha...este exercício de procura de informação e de opinião faz-me frequentemente pensar no amanhã...

A política em Portugal encontra-se num período difícil...as soluções nunca parecem as ideiais, a motivação do povo não é a ideal...nada é ideal...

O País prepara-se para uma série de investimentos públicos de grande envergadura que poderão ter diversos desfechos...investimento público que criará empregos certamente, mas, a que custo?

Estaremos a investir e a desenvolver o país ou estaremos a colocarmo-nos num buraco sem precedentes?

Não sei a resposta e certamente ninguém a saberá também...o amanhã é imprevisto e apenas podemos opinar...

Bem, de resto gostaria bastante de continuar a escrever aqui, a postar coisas do meu interesse e certamente irei dar continuidade a esta actividade...

Vou tentar voltar aqui sempre que puder, deixar a minha opinião sobre os mais diversos assuntos e comentar tudo aquilo que me der na "gana"...afinal sou uma pessoa livre e de liberdade vivo e respiro todos os dias...

Abraço