terça-feira, 18 de novembro de 2008

Defesa das nossas ideias...

Luta e serás livre na vida...é a mais pura das verdades!!!

Mas será que todas as lutas são lógicas? Não será o mundo organizado por lutas verdadeiras e ideiais supremos, pelos quais devemos realmente colocar a nossa vida?

A minha opinião é a de que,a nossa vida tem de ser uma luta constante, mas uma luta adapatada a uma realidade em constante mutação, e desse modo, a nossa luta tem de se adapatar ás condições oferecidas pela nossa oposição. Só na posse dessas novas informações, é que nos é possivel fazer uma boa análise do problema, e atacar os principais pontos fracos do sistema fraudulento e autoritário que queremos e desejamos derrubar...

Conhecer o sistema contra o qual combatemos é deveras o mais importante da nossa força...conhecer o nosso inimigo, permite-nos preparar para as condições adversas que se avizinham, permite-nos procurar armas e formas de ultrapassar os problemas prementes...assim, conhecendo o que enfrentamos, somos capazes também de enfrentar os nossos próprios medos, receios e limitações, o que nos permite não só atacar o sistema com as nossas melhores armas, bem como defendermo-nos sempre da melhor forma, demonstrando a nossa força e escondendo as fraquezas...

Sim, porque nada é perfeito, nem nós próprios, nem o sistema que defendemos...o erro existe sempre e a imperfeição também, porque as perspectivas de cada um em relação ao sistema mudam, e consoante diferentes variavéis e factores, o sistema pode ser classificado em positivo ou negativo...

Mas a grande diferença nas pessoas é sim, o sistema que defendem e a forma como o defendem...defender por defender e para apenas gritar e expressar algumas frustrações internas, não se revela uma luta séria...uma luta séria, é aquela que nos leva a reflectir sobre nós próprios e a forma como defendemos a nossa causa...é aquela luta em que nos mete em contacto permanente com a realidade dos outros, onde entramos nela e identificamos as suas bases menos solidificadas, e onde ai, tentamos construir as nossas próprias bases, de forma a que as bases do outro, sejam ao mesmo tempo nossas...

Dessa forma, o nosso sistema começa gradualmente a ser considerado lógico e realizável, onde depois surge naturalmente a comparação com o sistema actual...e ai é que surge a grande questão e o momento crucial da luta...quando conseguimos que o outro compare o seu sistema com o nosso, é sinal que já conseguimos introduzir na sua mente a dúvida e a desconfiança...aproveitando esse momento de fragilidade do pensamento do outro, temos de aplicar toda a nossa força, e demonstrar que realmente através da comparação, tudo aquilo que oferecemos é muito maior do que aquilo que se tem actualmente...

É claro que a luta diária não se resume apenas a isto, mas isto é uma parte muito importante daquilo a que se resume a nossa vida...que é a defesa das nossas causas e dos nossos direitos...e que se resume a uma luta diária pela nossa dignidade e respeito!

Abraço

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Silêncio

Quantas vezes sentis-te a necessidade de ouvir o silêncio?

Sou sincero, bastantes vezes...

Mas se por vezes é tudo o que precisamos de ouvir e nada mais, existe outras vezes em que o silêncio se torna um paradoxo insuporável, onde o nada se torna o tudo, onde o vazio enche a nossa mente, e de onde do preto se torna branco...

O silêncio tem esse poder, de tudo dizer, de nada revelar...de nos mostrar que o outro nada tem para nos dizer...de nos mostrar que o outro pode ter todo um mundo para nos dizer...

Mas será que o silêncio está apenas relacionado com o acto de comunicação verbal? Não me parece...

O silêncio revela muito daquilo que nos vai na mente, mas também demonstra que o acto de nos expressarmos não deriva apenas daquilo que dizemos...posso estar em silêncio, mas um simples olhar cúmplice pode demonstrar a outra pessoa, o que me corre no rio da alma naquele preciso momento...e não precisamos de ter grandes afinidades com o outro...basta apenas algum poder de observação e compreensão dos sentimentos do outro para perceber o que aquela pessoa vivência no seu céu interior...

É assim o silêncio, uma arma poderosa que nos pode dar todas as respostas que necessitamos de saber, como pode deixar-nos na perfeita e grandiosa ignorância, onde nada compreendemos e onde nada poderemos fazer para a combater...

Portanto, se procuras respostas, não oiças apenas o que te dizem, procura ler no otro os seus movimentos, as suas expressões, o modo como se move, a velocidade das suas acções, a direcção do olhar, o modo como olha, o modo como ri ou o modo como chora...

Mas como não sou pessoa de permanecer em silêncio por muito tempo, torna-se insuportável cair no vazio do nada, naquela situação em que tudo quero dizer mas nada posso afirmar...assim o silêncio torna-se doloroso, pois sinto na boca uma bola de neve de argumentos e afirmações cada vez maior, mas que se derretem no muro da censura do silêncio...e todos os artifices dessa argumentação, a boca, a lingua, as cavidades orais, tornam-se meros instrumentos insignificativos que nada contribuem para a libertação dessa opressão...encontro-me assim no meio de uma multidão onde só eu posso ouvir aquilo que quero dizer...e assim vivo com essa informação que apenas e só a mim me pertence...

Porque há certas coisas que só a nós próprios pertence...e desse modo o silêncio torna-se nosso companheiro e grande amigo, que conversa conosco sem nada dizer, e que afirma sem nada argumentar...ajuda-nos a ouvirmo-nos a nós próprios, e sim, esse será a maior qualidade, o ouvirmo-nos a nós proprios e perceber que nada do que dizemos faz sentido nem para nós próprios...

Abraço

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aparências...

Pois muito bem...será que aquilo que vivemos e sentimos é realmente aquilo que é real? Sim, realmente real? Sim, real?

Os acontecimentos do dia-a-dia tornam-se memórias mais ou menos importantes, que nos permitem a criação de uma estrutura mental de capacidade de resposta rápida a situações identicas vivenciadas num passado mais ou menos distante...mas será que as memórias expressam todo o contexto em que se viveram?

Muitas vezes damos por nós a viver situações felizes, desesperantes, eufóricas e depressivas, que nos levam a reflectir sobre os nossos próprios comportamentos e sobre quem realmente somos...pois como aquilo que fazemos e não apenas aquilo que dizemos...

Assim, muitas vezes vivemos situações que não são a olhos vistos explicitas para nós...e a confrontação com o outro torna-se ai uma fase mais dificil de gerir...sim, dificil, pois nem sempre compreendemos as respostas que os outros nos dão...mas teremos assim, de compreender o que o outro nos quer dizer, apercebermo-nos do contexto em que o outro vive, das memórias e experiências que compõem a sua personalidade...

Temos então de compreender toda a vida do outro, todo o seu dia-a-dia, toda a sua vivência e relação consigo próprio, com os que lhe são próximos e com os que lhes são distantes...so na posse de toda essa informação indispensável, podemos realmente compreender o que o outro nos diz e nos quer transmitir...

Assim, fecha-se a porta ao místico e ás más compreensões que podem advir de uma leitura errada do comportamento do outro...e nesse caso, todas as relações pessoais e socias evoluem para algo mais do que simples conhecimentos, mas para uma verdadeira compreensão do outro, e do que este vive num dado momento da sua vida...

Porque tudo na vida de um individuo é relativo e circunstancial...

Abraço

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Other side...

Será possivel sonharmos com o outro lado? Aquele que nos permite ser quem realmente queremos ser, e atingirmos então o nosso potencial enquanto seres humanos, procurar as respostas ás nossas perguntas, responder aos desafios colocados a nós próprios...

É assim o outro lado? Será que merecemos o outro lado? Será que o encontraremos?

Abraço

Nova geração...

Esta nova geração...na qual estou incluido é claro...

O que se passa? Andamos adormecidos nas malhas e palavras superflúas de alguns que tal como nós sofreram o estigma de geração rasca...acaba por ser irónico que aqueles que um dia se revoltaram e tudo mudaram acabem por ser aqueles que hoje nos deixam morrer na agonia de um sistema putrefacto e deprimente...numa sociedade apagada e esquecida...que vive do passado e da agonia do presente, sem querer olhar para um futuro de cabeça erguida...

É triste, ver aqueles que sempre defenderam a liberdade e a vontade própria como lema, sejam aqueles que hoje nos prendem na agonia do primeiro emprego, aqueles que nos prendem na agonia do consumismo e endividamento susquente...estamos presos numa série de esquemas e teias que nos prendem com tal força que não nos permitem gritar e mexer...o que é feito da força daqueles que lutaram e sobreviveram a uma das maiores atrocidades feitas na sociedade portuguesa, a ditadura?

Os ideais foram esquecidos, as ideias perderam-se pelo caminho, os valores foram sendo guardados numas quaisqueres gavetas de um ministério sabe-se lá onde localizado...

Tudo foi deixado para trás, na procura de uma sociedade auto-destrutiva, numa selva organizada que se intormete na vida pessoal de cada um e lhe "suga" tudo o que em si era vital e importante...

Esta sociedade que roda à volta do sexo, drogas e dinheiro...rock'n'roll é apenas uma forma de nos divertir-mos no meio deste antro de podridão e desespero...

É frequente observar pessoas a espezinharem-se na corrente da vida, na busca de maiores ganhos pessoais e sobrevalorização perante os outros...e para que? Acabamos por ser todos iguais e de morrer da mesma maneira...somos o que somos e temos de ser respeitados por isso...

Por isso me pergunto onde está aquela força e espirito demonstrado por todos aqueles que fizeram Portugal sair da caverna que era a ditadura...onde estão as ideias?

Que levantem de novo esse espirito, que nos ajudem a nós, jovens, a procurar uma sociedade de valores definidos...em que tudo seja secúndário além do próprio ser humano, a própria pessoa...deixem-nos viver!

Quero com isto dizer apenas que aqueles que um dia nos deram uma palavra de esperança e carinho, são os mesmos que hoje nos levam ao suicidio social e ao caos chamado sociedade...

Abraço

O sonho...

Todos sonhamos...disso nao há dúvidas algumas...mas em que consistem os sonhos? Em que consiste aquilo em que vemos e acabamos por acreditar?...ou não!

Sonhar depende em muito da nossa capacidade de imaginar...imaginar o que é, o que poderá ser e o que será...sim, imaginamos o que é, porque aquilo que realmente sentimos é processado pela nossa mente e depois idealizado para nós como a nossa própria realidade...

Imaginamos o que poderá ser, pois procuramos no sonho, aquilo que mais desejamos...porque os sonhos não passam de desejos ou frustrações ocultas na nossa pessoa, que se expressam em algo vivo e muito real...sonhamos como será, como se processa, como irá alterar a nossa vida...

E por fim sonhamos o que será, aquilo que realmente acontece connosco e com os outros que nos rodeiam...

E é isto o sonho apenas?

Arrisco e digo claramente que não...

O sonho permite-nos viajar numa mundo chamado vida e que nos permite observar e identificar aquilo que até um momento da nossa vida nunca tinhamos sequer imaginado que fosse possível...o sonho tem essa caracteristica...faz-nos sonhar sobre os sonhos que somos nós próprios...

Abraço

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Get up Stand up

Sem dúvida uma música clássica e eterna, que nunca perde o significado e que nunca é esquecida na prateleira...sempre actual e para sempre na mente de muita gente...





Abraço

Luta e Vive

Para começar esta blogue não poderia deixar de referir qual a origem, ou então chamemos-lhe apenas inspiração, do nome deste blogue.

"Sonha e serás livre de espiríto, Luta e serás livre na Vida"
Ernesto Che Guevara


Muitos significados poderão advir desta simples sentença, mas concerteza todos conseguiram perceber o poder e o significado que tais palavras dão à vida e ao homem na sua plenitude e na sua liberdade...

Abraço