quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aparências...

Pois muito bem...será que aquilo que vivemos e sentimos é realmente aquilo que é real? Sim, realmente real? Sim, real?

Os acontecimentos do dia-a-dia tornam-se memórias mais ou menos importantes, que nos permitem a criação de uma estrutura mental de capacidade de resposta rápida a situações identicas vivenciadas num passado mais ou menos distante...mas será que as memórias expressam todo o contexto em que se viveram?

Muitas vezes damos por nós a viver situações felizes, desesperantes, eufóricas e depressivas, que nos levam a reflectir sobre os nossos próprios comportamentos e sobre quem realmente somos...pois como aquilo que fazemos e não apenas aquilo que dizemos...

Assim, muitas vezes vivemos situações que não são a olhos vistos explicitas para nós...e a confrontação com o outro torna-se ai uma fase mais dificil de gerir...sim, dificil, pois nem sempre compreendemos as respostas que os outros nos dão...mas teremos assim, de compreender o que o outro nos quer dizer, apercebermo-nos do contexto em que o outro vive, das memórias e experiências que compõem a sua personalidade...

Temos então de compreender toda a vida do outro, todo o seu dia-a-dia, toda a sua vivência e relação consigo próprio, com os que lhe são próximos e com os que lhes são distantes...so na posse de toda essa informação indispensável, podemos realmente compreender o que o outro nos diz e nos quer transmitir...

Assim, fecha-se a porta ao místico e ás más compreensões que podem advir de uma leitura errada do comportamento do outro...e nesse caso, todas as relações pessoais e socias evoluem para algo mais do que simples conhecimentos, mas para uma verdadeira compreensão do outro, e do que este vive num dado momento da sua vida...

Porque tudo na vida de um individuo é relativo e circunstancial...

Abraço

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